segunda-feira, 23 de maio de 2011

VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

          Pesquisando a respeito desse tema tão insensato quanto espinhento, que é a violência contra as mulheres, encontrei este sítio : http://reporterdecristo.com/porque-as-mulheres-sao-assassinadas-ou-sofrem-nas-maos-dos-homens Bem feito para mim. O que esse sítio idiota diz a respeito do assunto é no mínimo ridículo e machista. Não, não percam seu precioso tempo indo até lá. Você, se não for um idiota também, irá engulhar . Eu já o fiz por todos vocês. Ainda me repugna ter que escrever a esse respeito, mas se o faço é para poupá-los. É bastante dizer que, segundo o que dizem lá,  os múltiplos assassinatos, assim como todos os tipos de violência perpetrados contra o sexo feminino não é culpa do machismo que ainda embota as mentes masculinas e até femininas. É culpa delas, que se deixaram apossar pelo demônio: 
             "Orei e oro por ela, pedi a Deus que tenha piedade de sua alma, pois ela foi vítima do sistema de satanás que nestes tempos seduz e engana quem não procura por Deus." 
            Diz o autor que não se identifica, a respeito da morte de Cleyciane Soares, assassinada pelo namorado em Maracanaú:
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        Faço portanto um apelo à justiça: soltem-se imediatamente todos os criminosos de suas esposas, namoradas, mães. Eles são inocentes. Desenterrem-nas, e as trancafiem, pois elas são as verdadeiras culpadas. é isso, não com essas palavras, que está escrito nesse horrível sítio. Jesus Cristo deve estar envergonhado do que fazem em seu nome. 
         Será que essas mulheres mil que perderam suas vidas ainda merecem essa violência?
   (Professor Alves, indignado)

domingo, 22 de maio de 2011

ONDE VOCÊ COLOCA O SAL?




           O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d ' água e bebesse.


           - Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
           - Ruim - disse o aprendiz.
         O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:
          - Beba um pouco dessa água.
         Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
         - Qual é o gosto? 
         - Bom! disse o rapaz.
         - Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.
         - Não... - disse o jovem.
         O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
       - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de Ser copo para tornar-se um Lago.
              (Scrap enviado pela amiga Mirian Semeraro)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A ÁGUIA E AS GALINHAS



          Certa vez, um fazendeiro encontrou em suas terras um filhote de águia, ferido em uma tentativa frustrada de voo. Depois de cuidar do animal, levou-o para o poleiro e o deixou junto das galinhas. E assim ele cresceu.
        Um dia apareceu por lá um naturalista que se interessou pelo caso, ao observar a ave de rapina entre os galináceos.
          — Aquela ali não é uma galinha, é uma águia! - Exclamou ele.
         — Sei disso – disse o fazendeiro – mas agora é uma galinha como as outras. Não vê como ela bica o chão, tirando dele seu alimento.
      O naturalista, então pediu ao fazendeiro que lhe permitisse fazer uma experiência. No que foi consentido pelo dono da ave. No dia seguinte, logo cedo, o naturalista chegou à fazenda e deu início ao seu teste. Levantou a águia acima da cabeça e disse-lhe:
Voa, águia!
A águia sentiu os primeiros raios de sol da manhã penetrarem-lhe as retinas, moveu-se entre as mãos do naturalista, olhou para baixo e saltou para onde estavam suas colegas de bicadas. O fazendeiro deu um sorriso de desdém e disse ao cientista:
         — Não disse? Ela não é mais uma águia, é uma galinha.
       Ao que foi imediatamente interrompido pelo visitante, que lhe explicou que mesmo tendo convivido com os galináceos, o espírito daquela águia ainda pulsava em seu sangue, que ela despertaria desse pesadelo e voaria alto, que é o destino das aves de sua espécie.
        No dia seguinte o naturalista retornou no mesmo horário, levou a ave para cima do paiol e repetiu o pedido para que a águia voasse. Para sua frustração, ela olhou mais uma vez para as galinhas, que lá embaixo pescavam com o bico os grãos misturados à terra, e, meio desajeitada, voou  para lá. Mais uma vez o visitante precisou ouvir do fazendeiro a argumentação simplória, para conseguir a promessa de que no dia seguinte poderia repetir a experiência.
        No outro dia, lá estava o homem da ciência na fazenda para tentar provar que quem é rei não perde a majestade. Levou desta vez a ave para o alto de um precipício. Levantou-a o mais que pôde,        acima da cabeça, e ordenou:
       — Voa, águia. Vai cumprir teu destino e cruzar os infinitos!
    A águia sentiu novamente os raios de sol matutinos adentrarem-lhe nos, moveu o pescoço, ergueu a cabeça, abriu as asas em toda sua envergadura para voar na direção do infinito, e nunca mais retornou. 

      Esse texto traz na sua essência um ensinamento que todas as pessoas deveriam ter como lema: não nascemos para ser galinhas, mas para sermos águias. Nascemos para voar alto, descobrir o infinito, reinar sobre as alturas.


(Autor desconhecido, escrito por Professor Alves)      

domingo, 15 de maio de 2011

A MORTA


        Hoje tive um sonho interessante. Sonhei que estava em sala de aula falando para nossos alunos sobre um dos mais interessantes contos que já li: A Morta, do escritor francês Guy de Maupassant. Lembrei-me também de uma pessoa muito importante para mim e que é, como eu, apaixonada por esse conto. Transcrevo-o abaixo para deleite de algum visitante desafortunado.
A Morta

         Eu a amara perdidamente! Por que amamos? É realmente estranho ver no mundo apenas um ser, ter no espírito um único pensamento, no coração um úni­co desejo e na boca um único nome: um nome que ascende ininterruptamente, que sobe das profundezas da alma como a água de uma fonte, que ascende aos lábios, e que dizemos, repetimos, murmuramos o tem­po todo, por toda parte, como uma prece.
          Não vou contar a nossa história. O amor só tem uma história, sempre a mesma. Encontrei-a e amei-a. Eis tudo. E vivi durante um ano na sua ternura, nos seus braços, nas suas carícias, no seu olhar, nos seus vestidos, na sua voz, envolvido, preso, acorrentado a tudo que vinha dela, de maneira tão absoluta que nem sabia mais se era dia ou noite, se estava morto ou vivo, na velha Terra ou em outro lugar qualquer.
          E depois ela morreu. Como? Não sei, não sei mais.
      Voltou toda molhada, nutria noite de chuva, e, no dia seguinte, tossia. Tossiu durante cerca de uma semana e ficou de cama.
O que aconteceu? Não sei mais.
     Médicos chegavam, receitavam, retiravam-se. Traziam remédios; uma mulher obrigava-a a tomá-los. Tinha as mãos quentes, a testa ardente e úmida, o olhar brilhante e triste. Falava-lhe, ela me respondia. O que dissemos um ao outro? Não sei mais. Esqueci tudo, tudo, tudo! Ela morreu, lembro-me muito bem do seu leve suspiro, tão fraco, o último. A enfermeira excla­mou:       "Ah! Compreendi, compreendi!"

       Não soube de mais nada. Nada. vi um padre que falou assim: "Sua amante." Tive a impressão de que a insultava. Já que estava morta, ninguém mais tinha o direito de saber que fora minha amante. Expulsei-o. Veio outro que foi muito bondoso, muito terno. Cho­rei quando me falou dela.
Consultaram-me sobre mil coisas relacionadas com o enterro. Não sei mais. Contudo, lembro-me muito bem do caixão, do ruído das marteladas quando a enterraram lá dentro. Ah! meu Deus!
       Ela foi enterrada! Enterrada! Ela! Naquele bu­raco! Algumas pessoas tinham vindo, amigas. Cami­nhei durante muito tempo pelas ruas. Depois voltei para a casa. No dia seguinte, parti para uma viagem.

             Ontem, regressei a Paris  Quando revi o meu quarto, o nosso quarto, a nossa cama, os nossos móveis, toda essa casa onde ficara tudo o que resta da vida de um ser depois da sua morte, o desgosto apoderou-se de mim novamente, de uma forma tão violenta que quase abri a janela para atirar-me à rua. Não podendo mais permanecer no meio daqueles objetos, daquelas paredes que a tinham encerrado, abrigado, e que deviam conservar em suas fendas imperceptíveis milhares de átomos seus, da sua carne e da sua respiração, peguei meu chapéu para sair. De súbito, ao atingir a porta, passei diante do grande espelho que ela mandara colocar no vestíbulo para mirar-se, dos pés à cabeça, todos os dias antes de sair, para ver se toda a sua toalete lhe ia bem, se estava correta e elegante, das botinas ao chapéu.
        E parei, de chofre, diante desse espelho que tan­tas vezes a refletira. Tantas, tantas vezes, que também deveria ter guardado a sua imagem.
Fiquei lá, de pé, trêmulo, os olhos fixos no vidro liso, profundo, vazio, mas que a contivera toda, que a possuíra tanto quanto eu, tanto quanto o meu olhar apaixonado. Tive a impressão de que amava aquele espelho - toquei-o - estava frio! Ah! recordação! recordação! Espelho doloroso, espelho ardente, espelho vivo, espelho horrível, que inflige todas as torturas! Felizes os homens cujo coração, como um espelho onde os reflexos deslizam e se apagam, esquece tudo o que conteve, tudo o que passou à sua frente, tudo o que se contemplou e mirou na sua feição, no seu amor! Como sofro! Saí e, involuntariamente, sem saber, sem que­rer, dirigi-me ao cemitério. Encontrei seu túmulo, um túmulo singelo, uma cruz de mármore com algumas palavras: "Ela amou, foi amada, e morreu."
         Lá estava ela, embaixo, apodrecendo! Que hor­ror! Eu soluçava, a fronte no chão.
       Fiquei lá por muito tempo, muito tempo. Depois, percebi que a noite se aproximava. Então, um desejo estranho, louco, um desejo de amante desesperado apoderou-se de mim. Resolvi passar a noite junto dela, a última noite, chorando no seu túmulo. Mas me ve­riam, me expulsariam. Que fazer? Fui esperto. Levan­tei-me e comecei a vagar pela cidade dos desaparecidos. Vagava, vagava. Como é pequena essa cidade ao lado da outra, daquela em que vivemos! Precisamos de casas altas, de ruas, de tanto espaço, para as quatro gerações que vêem a luz ao mesmo tempo, que bebem a água das fontes, o vinho das vinhas e comem o pão das planícies.
          E para todas as gerações dos mortos, para toda a série de homens que chegaram até nós, quase nada, um terreno apenas, quase nada! A terra os toma de volta, o esquecimento os apaga. Adeus!
        Na extremidade do cemitério habitado, avistei subitamente o cemitério abandonado, onde os velhos defuntos acabam de misturar-se à terra, onde as pró­prias cruzes apodrecem, e onde amanhã serão coloca­dos os últimos que chegarem. Está cheio de rosas silvestres, de ciprestes negros e vigorosos, um jardim triste e soberbo alimentado com carne humana.
        Estava só, completamente só. Agachei-me perto de uma árvore verde. Escondi-me completamente en­tre os galhos grossos e escuros.
           E esperei, agarrado ao tronco como um náufra­go aos destroços.
Quando a noite ficou escura, bem escura, dei­xei o meu abrigo e comecei a caminhar de mansinho, com passos lentos e surdos, por essa terra repleta de mortos.
       Vaguei durante muito, muito tempo. Não a en­contrava. Braços estendidos, olhos abertos, esbarran­do nos túmulos com as mãos, com os pés, com os joe­­lhos, com o peito, e até com a cabeça, eu vagava sem encontrá-la. Tocava, tateava como um cego que pro­cura o caminho, apalpava pedras, cruzes, grades de ferro, coroas de vidro, coroas de flores murchas! Lia nomes com os dedos, passando-os sobre as letras. Que noite! Que noite! Não a encontrava!
       Não havia lua! Que noite! Sentia medo, um medo horrível, nesses caminhos estreitos entre duas filas de túmulos! Túmulos! Túmulos! Túmulos. Sempre túmulos! À direita, à esquerda, à frente, à minha volta, por toda parte, túmulos! Sentei-me num deles, pois não podia mais caminhar, de tal forma meus joelhos se dobravam. Ouvia meu coração bater! E também ouvia outra coisa! O quê? Um rumor confuso, indefinível! Viria esse ruído do meu cérebro desvairado, da noite impenetrável, ou da terra misteriosa, da terra semeada de cadáveres humanos? Olhei à minha volta!
Quanto tempo fiquei ali? Não sei. Estava parali­sado de terror, alucinado de pavor, prestes a gritar, pres­tes a morrer.


       E, de súbito, tive a impressão de que a laje de mármore onde estava sentado se movia. Realmente, ela se movia, como se a estivessem levantando. Com um salto, precipitei-me para o túmulo vizinho e vi, sim, vi erguer-se verticalmente a laje que acabara de dei­xar; e o morto apareceu, um esqueleto nu que empur­rava a lápide com as costas encurvadas. Eu via, via muito bem, embora a escuridão fosse profunda. Pude ler sobre a cruz "Aqui jaz Jacques Olivant, morto aos cinquenta e um anos de idade. Amava os seus, foi honesto e bom, e morreu na paz do Senhor." O morto também lia o que estava escrito no seu túmulo. Depois, apanhou uma pedra no chão, uma pedrinha pontiaguda, e começou a raspar cuidadosamente o que lá estava. Apagou tudo, lentamente, con­templando com seus olhos vazios o lugar onde ainda há pouco existiam letras gravadas; e, com a ponta do osso que fora seu indicador, escreveu com letras lumi­nosas, como essas linhas que traçamos com a ponta de um fósforo:
"Aqui jaz Jacques Olivant, morto aos cinquenta e um anos de idade. Apressou com maus tratos a mor­te do pai de quem desejava herdar, torturou a mulher, atormentou os filhos, enganou os vizinhos, roubou sempre que pode e morreu miseravelmente." Quando acabou de escrever, o morto contemplou sua obra, imóvel. E, voltando-me, notei que todos os túmulos estavam abertos, que todos os cadáveres os tinham abandonado, que todos tinham apagado as mentiras inscritas pelos parentes na pedra funerária, para aí restabelecerem a verdade. E eu via que todos tinham sido carrascos dos parentes, vingativos, desonestos, hipócritas, mentirosos, pérfidos, caluniadores, invejosos, que tinham rou­bado, enganado, cometido todos os atos vergonhosos, abomináveis, esses bons pais, essas esposas fiéis, es­ses filhos devotados, essas moças castas, esses comerciantes probos, esses homens e mulheres ditos irrepreensíveis.
Escreviam todos ao mesmo tempo, no limiar da sua morada eterna, a cruel, terrível e santa verdade que todo mundo ignora ou finge ignorar nesta Terra.
Imaginei que também ela devia ter escrito a verdade no seu túmulo. E agora já sem medo, correndo por entre os caixões entreabertos, por entre os cadáve­res, por entre os esqueletos, fui em sua direção, certo de que logo a encontraria. Reconheci-a de longe, sem ver o rosto envolto no sudário. E sobre a cruz de mármore onde há pouco lera: "Ela amou, foi amada, e morreu", divisei: "Tendo saído, um dia, para enganar seu amante, resfriou-se sob a chuva, e morreu”.

Parece que me encontraram inanimado, ao nas­cer do dia, junto a uma sepultura.
(31 de maio de 1887)
com as devidas adaptações para nova ortografia.

sábado, 14 de maio de 2011

O TEMPO CERTO



        De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas.Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente.
     Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo.
Mas alguém pode perguntar:
        ─ Mas qual é esse tempo certo?
      Bom basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, pequenas manifestações do cotidiano enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer.
Mas com certeza o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação e da pessoa certa!

       Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está à sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda.
    Lembre-se de que o universo sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento.
   (Autor desconhecido)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SONETO DE SEPARAÇÃO


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes

JOÃO E MARIA - IRMÃOS GRIMM

  E m frente a uma grande floresta morava um pobre lenhador com a mulher e dois filhinhos: João e Maria.   Tinham pouco com que se alimentar...